Poder de compra 24% abaixo da média europeia
O poder de compra Em Portugal apesar de se ter mantido firme ao nível médio proposta pela união europeia e para além de segundo a análise feita aos dados do INE, entre 2004 e 2008, o PIB per capita ter subido um ponto percentual de 75% para 76% deixou-se ficar para trás afastando-se dos seus pares. País vizinho como a Espanha que têm 27% mais poder de compra deixa realmente a economia portuguesa a desejar. Portugal mesmo que se mantenha nas suas posições habituais no conjunto( neste momento 22º,sempre fora dos 15 originais) de 37 países analisados da União europeia acaba por ser ultrapassado por países como o Chipre e a Malta,membros novos da U.E apesar de se reconhecerem as suas superioridades económicas há muito tempo. Um facto inegável que é o salário mínimo ter perdido o poder de compra desde 1974 deixam muitas questões no ár, as crises, a repercussão indirecta nas contas do Estado e um pensamento económico liberal explicam a queda do seu valor real desde há 35 anos. Portugal que vai ocupando a sua 11ª posição na lista de salários mínimos dos países da União europeia com 525 euros é mais um resultado do mau gerenciamento económico português, contando também com as grandes disparidades entre os valores que oscilam entre os 123 euros e 1600 euros deixam mais uma vez Portugal longe de um equilíbrio salarial justo,encontrando-se no Luxemburgo a montante mais elevado (1642 euros por mês). As regiões situadas a norte de Portugal como Vinhais (45,88), Ribeira de Pena (46,34) e Sernancelhe (46,95) encabeçam um conjunto de 21 municípios com um Indicador per Capita do poder de compra que não chega a metade da média nacional .Em Lisboa que se encontra em primeiro lugar tem 235,7 pontos e posiciona-se 135% acima da média segundo os dados do Ine em final de Outubro.

Produto Interno Bruto (PIB) - É o índice que mede a riqueza de um país através das importações e exportações.
O Poder de compra é o nível de capacidade financeira que um consumidor ou mercado (e outros) tem para um bem ou serviço, isso é, o quanto ele pode pagar. Quando relacionado a um consumidor, geralmente é baseado em quanto ele ganha ou tem guardado, quantia essa que tem a potencialidade de ser gasta em algum momento.


trabalho nº3
O que é afinal um país desenvolvido?
Um país desenvolvido é um país que tem um PIB per capita superior e que possui um índice de desenvolvimento humano (IDH) elevado. Estes países situam-se principalmente na Europa, América Anglo-Saxônica e na Oceania. A América Latina e África não possuem países desenvolvidos e, na Ásia, os únicos considerados desenvoldidos são o Japão, Israel e os Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan e Singapura). O conceito de Primeiro Mundo está intrinsecamente ligado a esta definição de países. As sociedades desses países são altamente consumistas. A luta por melhores condições de vida da população é visível, principalmente no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda, não existindo grandes disparidades entre uma classe social e outra. Os impostos cobrados são directamente direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde e aposentadorias mais justas. A democracia está totalmente implementada nas nações desenvolvidas. Há nos países desenvolvidos uma densa e articulada rede de cidades.
Um país desenvolvido não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos.
Um aspecto importante dessa dependência, por exemplo, é a grande influência de empresas estrangeiras nas economias subdesenvolvidos. Há uma saída significativa de capitais e lucros das filiais de empresas estrangeiras para suas matrizes, nos países desenvolvidos.
Na economia de um país subdesenvolvido, o mercado externo é mais importante que o interno. Nesses países os melhores solos agrícolas em geral destinam-se ao cultivo de gêneros de exportação. E grande parte da produção industrial, mineral e agrícola é destinada ao mercado internacional.
A economia dependente ou subdesenvolvida possui características que lembram sua origem. Esse tipo de economia foi criado ou modificado pelos colonialistas europeus, para entender aos interesses dos atuais países desenvolvidos.
A produção voltada para o mercado internacional baseia-se na força de trabalho mal remunerada. Daí existirem violentas desigualdades sociais nos países desenvolvidos de uma lado, uma enorme massa de trabalhadores que recebem baixíssimos salários, em comparação com os países desenvolvidos. Do outro, uma minoria privilegiada, que dispõe de grandes propriedades e exerce seu domínio com uso de intensa repressão.

2- Exemplos de países desenvolvidos.




Posição
País
IDH
Dado de 2007
[1]
Mudança comparada aos dados de 2006
[1]
1
Flag of Norway.svg
Flag of Norway.svg
Noruega
0,971
+0,001
2
Flag of Australia.svg
Flag of Australia.svg
Austrália
0,970
+0,002
3
Flag of Iceland.svg
Flag of Iceland.svg
Islândia
0,969
+0,002
4
Flag of Canadá
Flag of Canadá
Canada
0,966
+0,001
5
Irlanda
Irlanda
Irlanda
0,965
+0,001
6
Flag of the Netherlands.svg
Flag of the Netherlands.svg
Países Baixos
0,964
+0,003
7
Suécia
Suécia
Suécia
0,963
+0,002
8
Bandeira da França
Bandeira da França
França
0,961
+0,003
9
Flag of Switzerland.svg
Flag of Switzerland.svg
Suíça
0,960
+0,001
10
Flag of Japan.svg
Flag of Japan.svg
Japão
0,960
+0,002
11
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
0,960
+0,001
12
Finlândia
Finlândia
Finlândia
0,959
+0,004
13
Flag of the United States.svg
Flag of the United States.svg
Estados Unidos
0,956
+0,001
14
Áustria
Áustria
Áustria
0,955
+0,003
15
Espanha
Espanha
Espanha
0,955
+0,003
16
Dinamarca
Dinamarca
Dinamarca
0,955
+0,002
17
Bélgica
Bélgica
Bélgica
0,953
+0,002
18
Itália
Itália
Itália
0,951
+0,001
19
Liechtenstein
Liechtenstein
Liechtenstein
0,951
+0,001


Posição
País
IDH
Dado de 2007
Mudança comparada aos dados de 2006
20
Flag of New Zealand.svg
Flag of New Zealand.svg
Nova Zelândia
0,950
+0,002
21
Flag of the United Kingdom.svg
Flag of the United Kingdom.svg
Reino Unido
0,947
+0,002
22
Flag of Alemanha
Flag of Alemanha
Germany
0,947
+0,002
23
Flag of Singapore.svg
Flag of Singapore.svg
Singapura
0,944
+0,002
24
Flag of Hong Kong.svg
Flag of Hong Kong.svg
Hong Kong
0,944
+0,001
25
Grécia
Grécia
Grécia
0,942
+0,004
26
Flag of South Korea.svg
Flag of South Korea.svg
Coreia do Sul
0,937
+0,004
27
Flag of Israel.svg
Flag of Israel.svg
Israel
0,935
+0,003
28
Flag of Andorra.svg
Flag of Andorra.svg
Andorra
0,934
+0,001
29
Flag of Slovenia.svg
Flag of Slovenia.svg
Eslovênia
0,929
+0,005
30
Flag of Brunei.svg
Flag of Brunei.svg
Brunei
0,920
+0,001
31
Flag of Kuwait.svg
Flag of Kuwait.svg
Kuwait
0,916
+0,004
32
Chipre
Chipre
Chipre
0,914
+0,003
33
Flag of Qatar.svg
Flag of Qatar.svg
Qatar
0,910
+0,005
34
Portugal
Portugal
Portugal
0,909
+0,002
35
Flag of the United Arab Emirates.svg
Flag of the United Arab Emirates.svg
Emirados Árabes Unidos
0,903
+0,007
36
Bandeira da República Tcheca
Bandeira da República Tcheca
República Checa
0,903
+0,004
37
Flag of Barbados.svg
Flag of Barbados.svg
Barbados
0,903
+0,004
38
Malta
Malta
Malta
0,902
+0,003

3- Quais os aspectos chaves para o desenvolvimento de um país?
Desenvolver economicamente o país é uma necessidade sobre a qual há consenso. Que sem o desenvolvimento econômico não há como resolver as questões sociais, também há pouca discordância. Mas que o crescimento econômico por si só vá resolver as questões sociais, não há consenso. A história mostrou situações de crescimento econômico apropriado por poucos, agravando as questões sociais. Um desenvolvimento econômico que não leve em conta as questões ambientais, compromete a qualidade de vida das gerações futuras. O desenvolvimento econômico não quer dizer, necessariamente, desenvolvimento cultural, tampouco garantia de soberania nacional.
Mas todas essas questões se tornam secundárias se não se souber como promover o desenvolvimento econômico. O que fazer depois que se conseguir colocar o guizo no gato é uma importante discussão, mas quem e como se vai colocar o guizo no gato?
Desenvolvimento econômico não decorre apenas da vontade, do desejo e muito menos de voluntarismos. A visão predominante ainda é simplista: promove-se o desenvolvimento econômico aumentando a produção. Mas quem vai comprar essa produção adicional.
O voluntarismo e a utopia ainda acreditam na chamada “lei de Say”, segundo a qual a produção gera a demanda. Isso pode ter sido verdade antes da globalização. Essa revogou a lei de Say, porque há um excesso de oferta em todo o mundo. Não adianta produzir porque outros também estão produzindo e os compradores são os mesmos. Só os mais competitivos conseguem se desenvolver ou sobreviver.
Desenvolvimento econômico depende – primariamente – do aumento do consumo, do aumento das compras e do aumento de investimentos (que tem duas funções: absorver a produção de equipamentos e da construção e gerar capacidade adicional de produção). Enquanto não se aceitar essa premissa, todos os esforços serão em vão, como foram nessas duas últimas décadas, dados os equívocos de percepção.
Estabilidade é necessária, mas não suficiente para promover o desenvolvimento econômico. E quando essa estabilidade é obtida mediante compressão do consumo, trabalha em direção contrária ao desenvolvimento.São dois os mercados básicos de um país para promover o seu desenvolvimento econômico: o seu mercado interno ou o mercado externo (que toma a forma de exportações). No primeiro caso, trata-se de girar a renda interna, fazendo-a crescer através de um multiplicador (ingrediente do processo que ninguém conseguiu me explicar adequadamente), no segundo caso, a captação de renda externa, que se agrega à renda interna. Ao contrário, as importações são uma forma de transferência de renda interna para o exterior.

4-Porque há tantas diferenças entre o nível de desenvolvimento dos países?

Países desenvolvidos têm cultura, população bem educada, (e não esquecer) muito bem remunerada. O estado de serviço social existe e funciona. Há ajuda com alojamento, casa, dinheiro para alimentação, e também hospitais públicos para quem realmente necessite. Possuem um número de velhos grande, (reflexo da esxelente qualidade de vida) e devido à baixa taxa de natalidade nesses países, o número de jovens é pequeno. Mas a população economicamente ativa não é um grande problema e a própria tecnologia desenvolvida supre o problema da falta de mão de obra. Estas são características internas dos países desenvolvidos.
Os países subdesenvolvidos são países periféricos. Países subdesenvolvidos têm uma baixa taxa de sobrevivência na natalidade de sua população, baixa expectativa de vida, (pode ser até 55 ou 65 anos, variaria) Não são incomuns epidemias e isso contribui com a baixa expectativa de vida da população. O estado de serviço social não existe ou quando existe não funciona muito bem. A saúde, a educação e a infra-estrutura das moradias da maioria da população é muito ruim. A distribuição de renda da população é muito ruim, e uma pequena parcela de toda população recebe muito, enquanto a maioria vive na miséria ou pobreza. Não detém, geralmente, tecnologia forte, poder bélico desenvolvido, (sobretudo, em se tratando de tecnologia, esta é importada) e a população goza de uma baixa qualidade de vida. Possuem um grande número de jovens, mas da mesma forma uma população economicamente inativa grande, que equivale muitas vezes ou ultrapassa o grande número de jovens que têm, geralmente com baixa escolaridade e trabalhando em sub-empregos.São todas características internas de um país subdesenvolvido.

Os países centrais (desenvolvidos) necessitam dos países periféricos para manterem sua qualidade de vida. É dos países centrais que vêm empréstimos constantes de dinheiro, (dependência econômica dos países subdesenvolvidos), importação de tecnologia, de cultura, remédios, investimentos na economia, e know-how para as empresas nacionais e universidades.

Os países periféricos vivem da exportação de seus produtos, a maioria produtos como minerais ou bens semi-faturados para a fabricação de bens nos países centrais. (assim como placas de ferro para a fabricação de refrigeradores) Os países periféricos, subdesenvolvidos, são países historicamente exportadores de alimentos, assim como de vegetais de raiz, folhas, ou oleaginosas (vide a soja por exemplo no caso do Brasil) Os países subdesenvolvidos são profundamente dependentes da exportação de seus produtos para saudar seus compromissos relativos a débitos acumulados em grandes empréstimos feitos junto a bancos internacionais. Países periféricos são países endividados e comprometidos com os países centrais.

Historicamente, os países centrais, a partir do séc. XV, começaram a conquistar o mundo em busca de produtos para extrair em outras terras e trazê-los para suas indústrias manufatureiras. Por onde passavam, anexavam territórios e faziam colônias em torno do mundo. As colônias eram populadas aos poucos e seu papel era o de fornecer material para o desenvolvimento dos países "descobridores"ou "fundadores", as metrópoles. Confrontadas com as altas exigências das metrópoles, as regiões periféricas foram se libertando aos pouco das regiões metropolitanas, e se tornando países independentes. Algumas regiões, como as ex-colônias do mundo inglês, conseguiram manter uma independência financeira e tornaram-se de países meramente periféricos em países centrais. O maioria dos países centrais, contudo, continuou dependente economicamente dos países desenvolvidos e pouca coisa mudou em mais de 5 séculos, talvez apenas o montante de capital, que migrava para os cofres de países colonizadores, Ibéricos, e hoje migra para os cofres de países diferentes dos antigos colonizadores, na Europa e dos EUA. A dependência destas regiões do mundo, e destes países, é grande e a liberdade política chega ao ponto de ser mesmo apenas "formal". Em última análise, os países subdesenvolvidos são dependentes de fato em todos os sentidos dos países desenvolvidos, econômica e políticamente. Intervenções militares ou imposições de ações, seguidas de ameaças e vindas de países centrais, por exemplo, não são algo incomum no correr da História.



http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070316030818AAxirFM



5 COESÃO SOCIAL
5.1 Distribuição do rendimento e o risco de pobreza.


Em Portugal "o risco de pobreza após transferências sociais (20 por cento em 2004) e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio 8,2 em 2004) são das mais elevadas na União Europeia (UE)". A população mais idosa é a mais atingida pela pobreza, sendo que as despesas com a protecção social representavam 24,9 por cento do PIB, longe da média de UE de 27,3 por cento.

Nos países onde a desigualdade da distribuição do rendimento é menos marcada, a taxa de pobreza é menor, deste modo, pode-se avaliar o risco de pobreza.

Bruxelas identifica "seis riscos multidimensionais e sistémicos que afectam fortemente a inclusão em Portugal", sendo o primeiro dos quais a "pobreza infantil e pobreza dos idosos".

O insucesso escolar e abandono escolar precoce, os baixos níveis de qualificação, a participação diminuta em acções de aprendizagem ao longo da vida, a infoexclusão e ainda desigualdades e discriminação no acesso aos direitos das pessoas com deficiência e dos imigrantes, são outros riscos.

A Comissão Europeia destaca a adopção de medidas de combate à pobreza como "a activação do Rendimento Social de Inserção", os "Contratos de Desenvolvimento Social" e o "Complemento Solidário para Idosos", considerando, no entanto, que estas "não são suficientes para reduzir de forma significativa a pobreza".

“Em Portugal o risco de pobreza e as desigualdades na distribuição dos rendimentos são dos mais elevados da União Europeia, segundo o Relatório Conjunto de 2008 sobre Protecção e Inclusão Social divulgado em Bruxelas.”





5.2) Agregados familiares sem indivíduos empregados
Ter um emprego por contra própria ou por conta de outrem é um factor de diminuição do risco de pobreza.
Contudo, tendo em conta o peso da população trabalhadora na população em idade activa, verifica-se que a percentagem de trabalhadores que se encontram abaixo do limiar de pobreza esconde valores
absolutos relevantes.
O reconhecimento formal da existência de situações de in-work poverty nos Estados Membros, implicou uma necessidade de definição de indicadores e variáveis no contexto do Método Aberto de Coordenação na
Inclusão Social e da Estratégia Europeia de Emprego. Com estes novos indicadores será possível um melhor
conhecimento das causas e mecanismos de reprodução da pobreza junto da população que se encontra
inserida no mercado de trabalho e, consequentemente, poderá permitir mudanças nas orientações e
estratégias das políticas e medidas de inclusão social e de luta contra a pobreza.
A definição de in-work poverty utilizada no contexto do Método Aberto de Coordenação na Inclusão Social e
da Estratégia Europeia de Emprego tem como base a definição de trabalhadores pobres como os indivíduos
que se encontram inseridos no mercado de trabalho e cujo rendimento equivalente disponível – ou
seja, o rendimento disponível total do agregado familiar dividido pela sua "dimensão equivalente"– se
situa abaixo dos 60% da mediana nacional do rendimento equivalente.
Desta forma, a definição de in-work poverty abrange não só os trabalhadores pobres mas também o seu
agregado familiar. Uma abordagem efectuada ao nível do agregado familiar permite um enfoque nas
condições económicas de todas as pessoas – independentemente da idade e da situação face ao emprego –
que vivem em agregados onde existe pelo menos uma pessoa inserida no mercado de trabalho. Na base
desta abordagem prevalece a percepção de uma divisão dos recursos dentro do agregado familiar. Desta
forma, as condições económicas dos indivíduos dependem da soma de todos os recursos económicos
existentes no agregado e, consequentemente, o rendimento de um dos membros do agregado familiar pode
ser relativamente elevado e, no entanto, encontrar-se abaixo do limiar de pobreza. As famílias numerosas,
em que apenas um elemento se encontra inserido no mercado de trabalho e cujo rendimento não é suficiente
para evitar que todo o agregado familiar se encontre abaixo do limiar de pobreza, são exemplos destas
situações. Por outro lado, verifica-se igualmente a situação oposta, ou seja, trabalhadores com baixos
rendimentos que não se encontram em risco de pobreza devido ao rendimento total do agregado familiar,
como por exemplo, jovens com baixos rendimentos mas que podem usufruir de um nível de vida acima do
permitido pelo seu salário pelo facto de ainda se encontrar em casa dos pais e usufruir dos recursos deste
agregado familiar.


5.3 Desemprego de Longa Duração
O que é considerado Desemprego de Longa Duração?
Consideram-se em situação de Desemprego de Longa Duração, os trabalhadores dependentes ou independentes que, tendo disponibilidade para o trabalho, estejam desempregados há mais de 12 meses e inscritos no respectivo centro de emprego. Esta situação é certificada pelo Centro de Emprego em que o participante encontre inscrito. Segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, no fim de Dezembro do ano passado, estavam registadas nos centros de emprego mais de 402 mil pessoas à procura de trabalho. Destas, mais de um terço, ou seja, mais de 143 mil, estavam à procura de emprego há mais de um ano. Estas últimas estatísticas oficiais conhecidas, mostram também que cerca de 80% dos desempregados de longa duração tem mais de 35 anos.
O desemprego afecta financeiramente e também psicologicamente a população, levando estes á exclusão social.
Não existe uma causa específica para o Desemprego de Longa Duração. Quando uma legislação laboral pouco flexível e o baixo nível de formação de desempregados, juntamente à inexistência de programas de formação que possibilitem a reconversão desses trabalhadores, são factores que o promovem.
Segundo a informação transmitida pelo quadro 5.1 "Desemprego de Longa Duração" vemos que entre o ano de 1999 e de 2003, a Alemanha era líder, entre os países europeus, em Desemprego de Longa Duração com as percentagens entre 4.3% e 4.6%. Portugal encontrava-se em 13º lugar da tabela com os valores entre 1.8% e 2.2%.
Quando se analisa o andamento do desemprego de Longa Duração na União Europeia, vemos que houve uma diminuição em meados da década de 90, contudo em 2002 houve um agravamento, podendo mesmo afirmar que hoje em dia o desemprego encontra-se numa situação caótica. Portugal é um dos países com uma taxa muito elevada de Desemprego de Longa Duração, e esta taxa está em crescimento.
Oito em cada dez Desempregados de Longa Duração têm mais de 35 anos. Provavelmente esta percentagem tende a vir a aumentar uma vez que o Governo Português considera Desempregados de Longa Duração, todas as pessoas que tiverem inscritas nos centros de emprego há mais de seis meses.

Quais as causas?
Segundo o Banco de Portugal, cada desempregado passa em média 23 meses à procura de trabalho, o número mais elevado da última década. Logo, é plausível deduzir que uma explicação para o problema do aumento do desemprego de longa duração, está relacionada com o abrandamento da economia, uma vez que esse abrandamento provoca o aumento do número de falências e, logicamente uma redução de actividades por parte das empresas.



Quais as consequências?
Uma das consequências mais notórias do desemprego de longa duração é o aumento das reformas antecipadas. Entre Janeiro e Dezembro do ano passado, trinta mil pensionistas entraram na reforma antecipada em Portugal. No entanto cerca de 15300 dos novos reformados já não tinham trabalho há mais de um ano sendo essa a principal razão para requerer a saída da vida activa, pois é a única forma de garantir sustento uma vez terminado o subsídio de desemprego.

Medidas atenuantes
Para combater este problema, o governo decidiu conceder apoios às empresas que celebrem contratos sem termo com desempregados de longa duração, através da isenção do pagamento das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora por um período de 36 meses ou, atrás do apoio directo à contratação no montante 2.000€ em acumulação com a isenção do pagamento de contribuições para a Segurança Social pelo período máximo de 24 meses.

Fontes:
· http://diario.iol.pt/economia/portugal-desemprego-desempregados-longa-duracao-instituto-de-emprego/1039615-4058.html

· http://www.emprego2009.gov.pt/cidadao/medida_c8.htm

· http://www.banifib.pt/Banif/Document/1_Desemprego_geral.pdf

· http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1046615

· http://www.esquerda.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=9518

· http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1393141


Trabalho elaborado por: André, Cátia, Diana, Gonçalo e Marta

"A Organização Mundial do Comércio" O que ela realmente é quais as suas funções.**
A Organização Mundial do Comércio (OMC) é a instituição internacional encarregue das regras do comércio internacional a nível mundial. A sua principal função consiste em garantir que o comércio flua da forma mais livre possível, com o objectivo último de aumentar a prosperidade dos países membros. Além desta função, a OMC é igualmente responsável pela gestão dos acordos que a compõem, a cooperação com outras organizações internacionais, a assistência técnica aos países em vias de desenvolvimento e o exame das políticas comerciais nacionais dos seus membros, assumindo o papel de fórum para as negociações comerciais internacionais. A OMC entrou em funcionamento em 1995, substituindo-se ao GATT (General Agreement on Trade and Tariffs) na gestão e administração dos acordos multilaterais sobre comércio internacional resultantes do Uruguay Round. Um outro aspecto importante foi o da elaboração de um Entendimento sobre a Resolução de Litígios, o qual veio dar ao sistema de resolução dos conflitos uma maior segurança, pela natureza fortemente jurisdicional e vinculativa com que o dotou, e uma maior celeridade dos processos. Um sistema com esta amplitude e diversidade necessitava de uma organização que lhe desse unidade e o gerisse de forma coerente. A OMC veio permitir o funcionamento de um sistema comercial internacional integrado, sólido e eficaz, concretizando, finalmente, o objectivo de criação de uma organização internacional para regulaçã do ocomércio internacion.

external image WTO+-+OMC.jpg
external image WTO+-+OMC.jpg

||||

Ficha Síntese=== || ||

Designação

||

Organização Mundial do Comércio (OMC)


World Trade Organization (WTO)



Sede

||

Genebra, Suíça



===Data de criação===||
===15 de Abril de 1994===|| ||
===Entrada em funcionamento===||
===1 de Janeiro de 1995===|| ||
===Adesão de Portugal===||
===15 de Abril de 1994===|| ||
===Acto Constitutivo / Textos Fundamentais===||
===Acordo que cria a OMC + Acto Final do Uruguay Round + Anexos===|| ||

===Funções===||
    • Gestão dos acordos comerciais OMC ;



Fórum para negociações comerciais;



Promoção da resolução de conflitos comerciais;



Monitorização das políticas comerciais nacionais;



Assistência técnica aos países em desenvolvimento;



===Cooperação com outras organizações internacionais===|| ||
===Países Membros===||
===151 (em 27 de Julho de 2007===||===http://www.gpeari.min-financas.pt/relacoes-internacionais/assuntos-europeus/vertente-externa/relacionamento-multilateral/omc



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AVALIAÇÃO: Descritivo, informativo. Pesquisa insuficiente. (Suficiente)- lmadurei lmadurei Nov 9, 2009